Os princípios
Consolidar dados dispersos. Sem os desfigurar.
Juntar duas fontes de faturação num só sítio é fácil de fazer mal — basta assumir que as colunas encaixam e que os nomes coincidem. Cada decisão de arquitetura foi tomada para que a consolidação seja fiel aos dados de origem.
-
O cliente e o desafio
O cliente precisava de uma leitura ágil e centralizada da performance do negócio, mas a faturação vinha repartida por duas fontes de dados em Excel com layouts distintos: a fonte A, com colunas em português e datas no formato ISO, e a fonte B, com colunas próprias e datas no formato americano. O objetivo do contrato foi claro: uma dashboard de Business Intelligence que importasse, consolidasse e visualizasse essas duas fontes, com a lógica de negócio e as visualizações a corresponder exatamente às necessidades do cliente.
-
Uma base, duas fontes
O motor de importação foi construído à medida das duas folhas. Cada fonte tem o seu mapa de colunas configurável — na fonte A, "Emissão" é a data e "Valor S/ IVA" é o valor; na fonte B, são "Fecha Factura" e "Base Imponible". As datas, que chegam em formatos diferentes, são normalizadas para uma representação única, e os valores são limpos de símbolos e separadores antes de gravar. O resultado é uma tabela única e indexada por data, empresa, cliente e produto — a partir de duas folhas que, à partida, não falavam a mesma língua.
-
O mesmo cliente, um só nome
Um cliente que aparece nas duas fontes raramente está escrito da mesma maneira — muda um acento, uma abreviatura, um "Lda". Se nada fizesse, o mesmo cliente contaria duas vezes na análise. O sistema compara os nomes das duas fontes ignorando acentuação, maiúsculas e pontuação, e mede a semelhança com correspondência por palavras e distância de Levenshtein. Só os pares acima de um limiar de semelhança são propostos, e nada é fundido sem a equipa rever e aprovar. A deteção é da máquina; a decisão de unir é humana.
-
A base acumula, não substitui
Cada importação acrescenta registos aos que já existem, em vez de substituir a base. Assim, mês após mês, o cliente constrói um histórico contínuo de faturação, sem perder o que ficou para trás. É por isso que a página da base de dados tem paginação, pesquisa e filtros por empresa e por datas: à medida que os dados crescem, continuam a ser navegáveis — e cada registo pode ser corrigido ou removido à mão quando necessário.
-
Importação manual, controlo humano
A importação é manual por desenho: os ficheiros são carregados na plataforma, processados, revistos e só então gravados na base — com um passo de confirmação explícito pelo meio. Nada entra na base sem alguém ver primeiro. Numa dashboard que serve para decidir sobre o negócio, esta fronteira é intencional: a normalização de clientes e a revisão dos dados acontecem antes de gravar, para que o que fica na base seja aquilo que a equipa validou — e não o que um automatismo assumiu.
-
O que falta construir
Esta versão entrega o motor de importação e consolidação, a normalização de clientes, a base de dados e as seis visualizações de análise. Fica por concretizar um módulo previsto no contrato: o Motor de Exportação — a capacidade de escrever os dados e gráficos da dashboard para PDF ou Excel. É o próximo passo natural, e está identificado aqui para ficar claro o que já corre e o que ainda está por implementar.