Caso de estudo · Biotecnologia

Duas folhas de Excel, uma só leitura do negócio

O cliente recebia a sua faturação em dois ficheiros Excel de origens diferentes — fonte A e fonte B — com colunas, nomes e formatos de data distintos. Construímos uma dashboard de Business Intelligence que importa e consolida essas duas fontes numa base de dados única e indexada, reconcilia os nomes de clientes que aparecem em ambas, e transforma tudo em seis visualizações de análise. A importação é manual e nada entra na base sem uma revisão humana.

A dashboard, por dentro

Percorre o percurso dos dados. Cada ponto numerado tem a decisão por trás.

Do upload dos dois Excel até à análise. Seis ecrãs interativos, reconstruídos a partir do código real da aplicação.

dashboard.cliente.pt/importar
produção
equipa@cliente.pt
Dashboard v1.0
Dashboard de Faturas
Faça o upload dos ficheiros Excel das duas empresas para análise
fonte A (Esquerda)
Arquivo fonte A
faturacao_fonte-a.xlsx
Configurar Mapeamento
fonte B (Direita)
Arquivo fonte B
vendas_fonte-b.xlsx
Configurar Mapeamento
Processar Ficheiros Normalizar Clientes
O cabeçalho de cada folha é detetado automaticamente nas primeiras linhas — absorve ficheiros com títulos ou linhas em branco por cima da tabela.

Neste ecrã

    Os princípios

    Consolidar dados dispersos. Sem os desfigurar.

    Juntar duas fontes de faturação num só sítio é fácil de fazer mal — basta assumir que as colunas encaixam e que os nomes coincidem. Cada decisão de arquitetura foi tomada para que a consolidação seja fiel aos dados de origem.

    1. O cliente e o desafio

      O cliente precisava de uma leitura ágil e centralizada da performance do negócio, mas a faturação vinha repartida por duas fontes de dados em Excel com layouts distintos: a fonte A, com colunas em português e datas no formato ISO, e a fonte B, com colunas próprias e datas no formato americano. O objetivo do contrato foi claro: uma dashboard de Business Intelligence que importasse, consolidasse e visualizasse essas duas fontes, com a lógica de negócio e as visualizações a corresponder exatamente às necessidades do cliente.

    2. Uma base, duas fontes

      O motor de importação foi construído à medida das duas folhas. Cada fonte tem o seu mapa de colunas configurável — na fonte A, "Emissão" é a data e "Valor S/ IVA" é o valor; na fonte B, são "Fecha Factura" e "Base Imponible". As datas, que chegam em formatos diferentes, são normalizadas para uma representação única, e os valores são limpos de símbolos e separadores antes de gravar. O resultado é uma tabela única e indexada por data, empresa, cliente e produto — a partir de duas folhas que, à partida, não falavam a mesma língua.

    3. O mesmo cliente, um só nome

      Um cliente que aparece nas duas fontes raramente está escrito da mesma maneira — muda um acento, uma abreviatura, um "Lda". Se nada fizesse, o mesmo cliente contaria duas vezes na análise. O sistema compara os nomes das duas fontes ignorando acentuação, maiúsculas e pontuação, e mede a semelhança com correspondência por palavras e distância de Levenshtein. Só os pares acima de um limiar de semelhança são propostos, e nada é fundido sem a equipa rever e aprovar. A deteção é da máquina; a decisão de unir é humana.

    4. A base acumula, não substitui

      Cada importação acrescenta registos aos que já existem, em vez de substituir a base. Assim, mês após mês, o cliente constrói um histórico contínuo de faturação, sem perder o que ficou para trás. É por isso que a página da base de dados tem paginação, pesquisa e filtros por empresa e por datas: à medida que os dados crescem, continuam a ser navegáveis — e cada registo pode ser corrigido ou removido à mão quando necessário.

    5. Importação manual, controlo humano

      A importação é manual por desenho: os ficheiros são carregados na plataforma, processados, revistos e só então gravados na base — com um passo de confirmação explícito pelo meio. Nada entra na base sem alguém ver primeiro. Numa dashboard que serve para decidir sobre o negócio, esta fronteira é intencional: a normalização de clientes e a revisão dos dados acontecem antes de gravar, para que o que fica na base seja aquilo que a equipa validou — e não o que um automatismo assumiu.

    6. O que falta construir

      Esta versão entrega o motor de importação e consolidação, a normalização de clientes, a base de dados e as seis visualizações de análise. Fica por concretizar um módulo previsto no contrato: o Motor de Exportação — a capacidade de escrever os dados e gráficos da dashboard para PDF ou Excel. É o próximo passo natural, e está identificado aqui para ficar claro o que já corre e o que ainda está por implementar.

    O percurso dos dados

    Do Excel de origem à visualização de análise

    1. Upload manual

      Os dois Excel — fonte A e fonte B

    2. Mapeamento

      Cada coluna encaixa no campo padrão

    3. Consolidar & normalizar

      Datas, valores e nomes de clientes

    4. Gravar na base

      Append após revisão e confirmação

    5. Analisar

      Seis visualizações, filtráveis por período

    A cada importação, o percurso repete-se e a base cresce — sem apagar o histórico

    2
    fontes de faturação (Excel) consolidadas numa base única
    6
    visualizações interativas de análise
    4
    campos padronizados a partir de colunas distintas
    100%
    dos registos revistos e confirmados antes de entrarem na base

    Next.js · React · TypeScript · Supabase · PostgreSQL · Tailwind CSS · Shadcn UI · Recharts · XLSX

    O que fica

    Consolidar duas fontes. Uma só verdade sobre o negócio.

    O cliente passou a ler o negócio numa só dashboard, com os dados de origem intactos e cada importação revista antes de entrar na base. O motor de exportação é o próximo passo.

    Uma conversa de 30 minutos chega para saber onde a IA e o código fazem diferença real.